Viagem solo serviu para testar o desempenho da V-ROD Muscle

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Lugar de Monges é acelerando nas estradas, independente se perto, longe, acompanhado ou sozinho. Curtimos escutar um rock in roll enquanto desbravamos as retas e curvas das estradas, e a palavra certa e desbravar mesmo, já que enfrentamos estradas cada vez mais repletas de veículos e em situação de conservação cada vez mais degradante.

Meus amigos de MC foram para Trindade, junto com demais amigos de outros MCs, eu peguei a estrada sentido norte de Minas para encontrar minha esposa e filhas (uma de 1 ano e meio e outra de 2 meses), tendo Deus como companhia e guia. Não é uma viagem longa demais e nem muito cansativa, a não ser pelo estado na estrada após o trevão de Corinto.

Aproveitei a viagem solo para imprimir o ritmo que queria, hora acelerando um pouco mais e hora andando mais tranquilo, isso tudo para avaliar bem o comportamento da V-ROD Muscle na estrada, e confesso que ela me surpreendeu muito novamente. Tenho a moto a alguns meses e como as meninas ainda estão muito pequenas, tenho viajado pouco, essa foi a terceira vez que peguei estrada com a moto.

A primeira viagem foi para Ipatinga-MG, BR-381, conhecida como estrada da morte graças ao excesso de curvas, falta de ponto de ultrapassagens e muitos acidentes fatais em virtude desse conjunto. Na ocasião, fiquei impressionado com a facilidade de fazer as curvas com a moto e a estabilidade que ela me proporcionava. Estava acostumado as nakeds e custom em curva sempre ouvi dizer que era um problema, mas não senti isso na V-Rod Muscle. Claro que a forma de entrar e sair da curva é diferente, o ponto de equilíbrio é diferente o que força tangenciar diferente para executar a curva. Me adaptei fácil e ainda fiquei satisfeito com o desenvolvimento da moto, retomada e tudo mais. É uma custom com motor de esportiva, quero mais o que?

As outras duas viagens foram para Pirapora e pude comprovar a estabilidade da moto, do conjunto como um todo. Claro que a moto não tem uma suspensão macia, esta mais próxima do chão e os desníveis do solo são sentidos com mais vigor, no entanto, a compensação disso é o fato de você acelerar e a moto responder de imediato.

“Lembrei de uma viagem que fizemos a Maceio, quando um Santana queria nos ultrapassar de qualquer forma e o amigo Flinkas tirou o cara para dançar, brincando com ele na estrada por alguns quilômetros em sua Daytona 675. Nessa viagem não encontrei o tal Santana, mas um Corolla que acabou com meu tédio de pilotar por longos trechos de retas. Rodamos juntos por alguns quilômetros, não sei precisar quantos. Não tenho a mesma capacidade de pilotar que o meu amigo Flinkas, raspando os joelhos no chão, passando uma das mãos no asfalto e olhando de lado para o motorista para ver sua irritação por não conseguir ultrapassar, até porque não é possível ter tal comportamento em uma custom, mas pude testar o limite da moto.”

No trecho final da viagem, cerca de 60 km de Pirapora a vontade que dava era de encostar para esticar as pernas, tirar umas fotos e abrir a jaqueta para refrescar. O sol estava escaldante e o desanimo, cansado e sono começaram a pegar. Nesse momento observei um Corolla no retrovisor, e resolvi acelerar um pouco mais para aumentar o nível de adrenalina e espantar o sono.

O Corolla não passava, eu mantinha a velocidade entre 140 e 160 km/h. De repente o Corolla acelerou um pouco mais, encostei para facilitar a ultrapassagem e acelerei atrás dele como sinal de que eu tinha motor para ir mais. O vento começou a ficar desconfortável, balançando um pouco meu capacete e sem cerimonia liguei a seta para esquerda, acelerei e sem qualquer esforço ultrapassei e fui embora a 220 km/h. Sentia a moto na mão, sem qualquer tipo de desconforto, além claro do vento no peito que resolvi inclinando o corpo um pouco mais para frente.

Chegando a cidade de Varzea da Palma, tem umas lombadas, então, já antes da ultima curva para a subida onde elas se iniciam, tirei a mão e deixei o Corolla se aproximar novamente. Chegando na primeira lombada, eu já estava todo a direita, acordado e controlando o nível de adrenalina para chegar até Pirapora sossegado, claro que com um largo sorriso no rosto pela emoção dos últimos quilômetros enquanto observava o motorista do Corolla me fazer um sinal de positivo como se falasse: “_ Que moto do $%*%*&$#$”.

Fiquei impressionado com a moto, a todo instante você sente a aceleração, a entrega de potência da moto e pode se deliciar com uma pilotagem mais agressiva e esportiva mesmo estando mais próximo do chão. O detalhe e a palavrinha chão, como realmente esta próximo demais, não recomendo tal aceleração em trechos com asfalto desnivelado, pois pode se juntar ao asfalto rapidinho se der uma pancada seca em um buraco ou algo do gênero.

No mais, sem demagogia e ciente que o excesso de velocidade é arriscado, qual motociclista não ultrapassa esse limite uma vez ou outra só para sentir a adrenalina? Essa sensação também faz parte do desejo de liberdade.

Não vejo a a hora de colocar a moto na estrada novamente…me sinto jovem, renovado, livre, entusiasmado e um privilegiado, por poder viver essas sensações e emoções, e ao desligar o motor sei que tenho ao meu lado minha família e amigos. Obrigado meu PAI!!!


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