Invasão Monges no Moto Capital 2015

MotoCapital2015

Desde que começamos a ter nosso espaço na área destinada aos Moto Clubes no Moto Capital, é o primeiro ano que chegamos com 80% dos membros de BH presentes no evento, o que podemos afirmar ser realmente uma invasão Monges no Moto Capital 2015. Para completar a turma, amigos de MC Malezama, que dividiram o espaço conosco, e outros que estavam em nosso comboio e que são de BH.

A viagem – BH a Brasília

Para mim a parte mais prazerosa de todas e estar na estrada, e dividir essa emoção com minha esposa, Ellen Maia, que também é apaixonada por moto, foi demais. Vale destacar que a praticamente três anos não viajamos de moto juntos, em virtude do nascimento das nossas filhas (Lavínia=2,5 anos e Luara 1,6 anos). Para nós essa viagem foi uma satisfação a parte.

Os Monges tem ido ao Moto Capital desde 2011, desta forma optei por ser um coadjuvante em todos os assuntos relacionados a organização da viagem. Iria seguir o grupo, manter o ritmo e curtir o passeio.

Saímos por volta das 7:10 de BH, em seis motos: 2 custom (eu+esposa e Kilds), 1 esportiva (Igor), 1 bigtrail (Tonnel) e 2 nakeds (Leo PP e Raims+Cris). Fascinante ver tantas motos juntos, mas é bem trabalhoso se não existe uma boa sintonia nos objetivos da viagem, principalmente quando os estilos de motos no grupo são distintos, o que implica muitas vezes na relação velocidade x autonomia.

Logo no primeiro trecho foi possível perceber isso. Acho que eu queria mais passear e os demais chegar. No primeiro abastecimento avisei que para mim não estava confortável o ritmo da viagem, minha HD estava precisando urgente se matricular no AA. Como a média de velocidade estava alta, a V-Rod Muscle não afinou, mas em contra-partida bebeu muito e a autonomia caiu bem, cerca de 13 km/lt. Depois disso conseguimos determinar um ritmo mais agradável para todos e o desconforto ficou menor, no entanto, o problema de abastecimento persistiu em virtude da distância entre as cidades maiores, o que nos abrigou desde a saída de Três Marias, abastecer a cada 100 km rodados, aproximadamente.

Outra particularidade é que pegamos uma estrada secundária logo na entrada de Cristalina, após o abastecimento. Estrada relativamente boa, com um pequeno trecho ruim, que para a custom é desconfortável, mas para as demais motos é tranquilo. Diria apenas que foi mais um pequeno ponto de desconforto.

Por volta das 16:00 horas estávamos encostando as motos na frente do nosso stand e prontos para curtir o evento e os amigos. Diria que apesar dos pontos obervados, velocidade+estrada, a viagem foi sensacional e com gostinho de quero mais. Atendeu a todos de uma forma geral.

O Moto Capital e a estrutura de apoio

Impossível não elogiar tudo, principalmente a estrutura que o nosso anfitrião Evaldo preparou para nós. Não tem como agradecer em palavras ou neste post. Chegamos é estava tudo organizado e montado, tínhamos apesar que curtir a festa, beber e comer.

Minha satisfação em estar presente este ano também é indescritivel, queria muito poder prestigiar a festa e principalmente o meu brother Evaldo, o Monge solitário do DF. O cara é simplesmente sensacional, um amigo de longa data (24 anos) e que sempre recebeu elogio dos Monges que foram curtir com ele o evento, mais que merecido.

Acho que tivemos sorte este ano, não estava muito frio e dormir nas barracas não foi uma luta muito grande, pelo menos para mim, mas a galera também não reclamou muito de frio. Ou estavam muito bêbados, ou realmente estava mais ameno o clima.

Como é de costume e para sair um pouco da rotina, na sexta fiz um passeio com minha esposa pela cidade e no sábado fui rever alguns amigos, desses de longa data e da mesma turma do Evaldo (coisas de 24 anos de amizade).

Na sexta-feira, Rominho, Marelo, Gianny e um outro amigo do Igor, completaram a turma dos Monges no evento e diria que foi sensacional. Junto conosco estava a família do Evaldo, esposa, filha e sogra, além do cunhado Maicon e um amigo dele Stanley. Complicado citar todos sem esquecer de alguém então, vale o agradecimento por tudo e pelos dias de muita alegria, diversão e descontração. Até o Homem-Aranha apareceu (vide as fotos).

Acho que para fechar com chave de ouro a estadia no DF e no evento, faltou um passeio junto do MC pela cidade, para registrarmos em grupo os pontos turísticos, e um momento durante o dia no local de evento com todos juntos, em um churrasco de confraternização, tivemos isso com um ou outro não estando presente. Fica a dica para o Moto Capital 2016, que esta prometendo ser ainda melhor, com um espaço reservado apenas para os Monges. Que venha 2016 e quem sabe conseguimos reunir 100% dos Monges dessa vez.

A viagem – Brasília a BH

Se na ida a turma queria acelerar para aproveitar mais tempo no evento, na volta queriam acelarar para chegar mais rápido em casa. Logo nos primeiros 40 km de viagem vi que iria dar merda, ainda mais que aumentamos o comboio em 3 motos, sendo: 4 custom (eu+esposa, Kilds, Rominho e Marelo), 1 esportiva (Igor), 2 bigtrail (Tonnel e Gianny) e 2 nakeds (Leo PP e Raims+Cris).

A galera acostumada a viajar com um grupo menor nos anos anteriores, que proporciona uma viagem mais compacta com todos próximos o tempo inteiro, simplesmente esqueceu que existe na motocicleta dois retrovisores, um do lado direito e outro do lado esquerdo.

No primeiro trecho do DF até Cristalina, pela estrada secundária, foi possível observar as motos se desagrupando e cada um andando no ritmo que bem entendia, sem se preocupar com o seus companheiros de viagem, neste caso as nove motos. Formou-se grupos pequenos de 2 ou 3 motos andando no mesmo ritmo e pronto, os demais que me sigam. Alguns tiveram problemas e precisaram parar, tinha um ou outro junto e como os problemas foram simples, foi possível resolver e seguir sem maiores stresses. Na verdade, o stress ficou armazenado na caixa: “DepoisComentoNaoQueroXingar”.

No segundo trecho, após abastecermos, o grupo se dividiu novamente dessa vez em dois, cinco motos seguiram e quatro ficaram. Ao final desse trecho, chegamos em cinco, depois em dois e depois de alguns bons 20 ou 30 minutos mais dois. A essa altura, estes minutos, eram uma eternidade meu amigo, pois não sabíamos o que havia acontecido, e ficamos naquela, volta ou espera. Uma merda essa situação.

Rominho e Marelo haviam ficado para trás porque a moto do Marelo deu problema na bateria, havia desconectado e a moto não ligava. Teve também a suspeita de problema com o uso do GPS, que estava roubando a carga da bateria com ela desligada. Enfim, o fato é que os dois ficaram para trás, com dois motociclistas que nem eram dos Monges. Sabe a caixa do “DepoisComentoNaoQueroXingar”, abriu e o pau quebrou. Rominho disse o que queria, os demais ficaram quietos e meio que ensaiaram falar algo mas desistiram e pronto. Abastecidos, na saida novo problema com a moto do Marelo, que nesse momento puxava a fila e os demais seguiam todos juntos, atrás para dar suporte ao rapazinho. Após uma pequena insistência a moto pegou e conseguimos seguir viagem.

Ressalto aqui o companheirismo do Raims, tanto na ida quanto na volta, que na maioria das vezes parou para esperar algum companheiro, só não o fez na ocasião do Marelo, mas por obra divida com certeza, porque a caixa “DepoisComentoNaoQueroXingar” tinha mesmo que ser aberta, afinal, somos um grupo e grupo anda junto. Claro que o xingamento vale também para quem o fez, todos na viagem em algum momento deixou um companheiro para trás e pensou apenas no vento, na liberdade, no acelerar e sei lá em que mais.

Uma coisa é certa, até Três Marias os kms foram de muitos pensamentos e reflexões, acredito eu. Como estava com comunicador, vim conversando com minha esposa, é sempre bom nessas viagens, porque mantem os dois acordados e a gente fica mais junto ainda, curtindo tudo e comentando. Ela desconrdou da chamada de atenção e eu disse que achei legal, não o fiz em Cristalina porque sou eu quem sempre fala, então, achei por bem relexar, mas como na estrada e você a moto e seus pensamentos, a chamada faz um ou outro refletir, pode ter aquele que leva para o lado pessoal e fica chateado (aconteceu inclusive), mas foda-se, a conclusão ao final e que precisamos voltar a viajar como uma unidade unica, um grupo, se divertindo na estrada e curtindo a paisagem e não com pressa de chegar e acelerando feito um maluco. Podemos dividir o grupo também, quem quer acelerar e quem deseja chegar curtindo o passeio. Isso será cenas do capítulo da próxima viagem, para essa basta a resenha por aqui e o fruto das discussões por duas semanas seguidas em nosso point.

Resumo Geral

Teve bom demais, em todos os sentidos. A gente se divertiu na ida, durante, na volta e depois da viagem, mesmo com toda polêmica gerada, afinal, somos um grupo com pensamentos idênticos em alguns pontos e outros não.

O esforço agora é para o nosso aniversário em Janeiro e o próximo Moto Capital, de preferência reunindo todo mundo.

Pelo tamanho do texto, deu para perceber que eu estava com saudade desse espaço, que pretendo dividir com o Raims de agora em diante…kkkkkkk.

Abraços meus amigos,

Presi Presu

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