Calcule o valor da sua vida

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Somos apaixonados por moto, isso é fato. Essa nossa paixão é perigosa, em caso de acidente com certeza o maior prejudicado somos nós, mesmo tomando todos os cuidados possíveis. Este fato me faz pensar muito nas pessoas que dependem de mim, no futuro que desejo para elas e no meu próprio futuro. O que fazer? Deixar de curtir esta paixão é fora de cogitação, senão, é como estar morto ainda vivo, sem poder caminhar tendo minhas pernas funcionando perfeitamente e por aí vai…não gosto nem de pensar nisso.

Pois bem, lendo um blog outro dia, vi uma mensagem que realmente mexeu comigo. Me fez parar para pensar novamente sobre este assunto e conclui que a estratégia que eu havia adotada foi a correta ou a unica que eu tinha, assim como o autor do post. Não tenho filhos ainda, mas minha familia depende de mim como provedor de recurso financeiro, e este fato é uma grande responsabilidade.

Leia abaixo o texto escrito por Fábio Calaferro do blog www.vidavivida.com.br (assim como eu ele é um motociclista que pensa na sua familia e ao mesmo tempo vive suas aventuras sobre duas rodas).

TEXTO DE FÁBIO CALAFERRO (NA INTEGRA)

Sim, isso mesmo que você leu, sem rodeios e superstições. O seu “preço” sob o ponto de vista da geração futura de renda para sua família. Acho importante fazermos este exercício de responsabilidade.

Andar de moto é prazeroso e emocionante. Mas há precauções que devemos ter para com nossos dependentes, sob o ponto de vista estritamente financeiro. Sem emoções.

Farei a narrativa sempre em primeira pessoa. Sinto que se redigir na segunda, você não chegará até o final do texto. Portanto, não se preocupe, sempre que mencionar a morte mencionarei a minha e jamais a sua.

Continuando com o pragmatismo:

“- E se eu morrer? Como deixarei minha família? Como devo protegê-los? Tem solução?

A morte já é dura demais para os que ficam. Quando se trata da morte do provedor de renda da casa, a coisa fica muito mais complicada. É sobre isto que quero conversar!

“- E depois… ?”

Caso ainda não tenha pensado na necessidade de proteger as pessoas que dependem financeiramente de você, vamos pensar juntos sobre o meu caso.  Pronto para fazer conta?

Dados do problema:

Idade de 45 anos, dois filhos de 8 e 12 anos. A esposa não trabalha, portanto não tem renda mensal. O casal tem como um de seus valores fundamentais a educação dos filhos, portanto a formação deles até o término da faculdade (na melhor hipótese vão terminar com uns 22 anos).  O casal também tem o financiamento do apartamento em que moram, além das prestações do carro novo. O rendimento total da família é de R$ 15.000 reais por mês. Não haverá herança de ambos os lados.

Atualmente a capacidade de poupança é muito reduzida, quase nula, ou seja, se gasta praticamente tudo o que se ganha.

Portanto:

  1. Se a idade média dos meus filhos é de 10 anos (um pelo outro), eles ainda têm pelo menos mais 12 anos de dependência financeira dos pais;
  2. O padrão de vida que desejo para minha família é de uns R$ 12.000 por mês, pelo menos. Não quero reduzir o padrão de vida deles, até porque, a partir destas idades é que eles vão gastar mais (e não menos).
  3. R$ 12.000,00 vezes 12 meses é igual a um gasto anual de R$ 144.000/ano.
  4. Em 12 anos esta soma é próxima a 1.500.000,00 de reais!

Isto é o que as pessoas que eu mais amo na vida vão precisar nos próximos anos! Pelo menos!

Já tinha pensado desta forma ou feito as contas?

Claro que o cálculo pode ser mais sofisticado. Subtraia deste valor as suas aplicações financeiras, ou traga a valor presente o montante da indenização a ser aplicada.

Ou se preferir, faça ao contrário, através de um cálculo mais simples:

A partir da renda mensal desejada ou necessária para a família em caso de morte do provedor da renda, calcule o quanto a família precisaria ter em investimentos, que, aplicado a uma taxa de juros conservadora, poderia viver dos rendimentos.  Ex.: R$ 1.8 milhões aplicados a uma taxa de 8% ao ano daria uma renda mensal vitalícia de R$ 12.000,00 por mês.

Mas logo alguém vai dizer: “– Não precisa de tudo isto, afinal a casa onde sua família mora vale 500 mil!”.  Se pensar um pouco, vai ver que a casa não vale NADA. A casa onde a família mora, além de não gerar receita, só gera despesa.

Presumo que a maioria dos pais e mães responsáveis gostaria de manter o patrimônio adquirido com tanto esforço para seus filhos e seus cônjuges.

Não se iluda com a situação econômica da família, que muitas vezes é boa (posse de imóveis, por exemplo). Ainda assim, lembre-se que um inventário custa entre 4 e 10% do valor do patrimônio, além de taxas e impostos.

Voltando para meu caso, o problema é não ter liquidez. Ou seja, a situação financeira é ruim!  Isto significa não ter dinheiro aplicado no banco, para ser sacado de imediato, para pagar as contas do mês seguinte.

Portanto, se eu morrer, minha família vai precisar de cash, arame, bufunfa, capilé, gaita, cascalho, grana, pila, ao vivo e a cores para continuar vivendo da maneira que eu gostaria se ainda continuasse vivo.

Qual a solução então???

– Uma apólice de seguro de vida!

Não pare de ler este texto agora!

Deixe de ser supersticioso e seja responsável. O tema é árido, mas verdadeiro para qualquer ser humano vivo.

Você tem seguro da moto, do carro, da residência. E o seguro para sua família?

Você é o gerador de renda para seus dependentes! Se esse motor parar, algumas coisas podem ser deixadas de lado, outras não.  A vida vai continuar para os que ficam e neste caso, para quem você mais ama!

Portanto, em resumo, para que serve um bom seguro de vida?

1º – Para manutenção do padrão de vida desejado para a família (por algum tempo).

2º – Para garantir a educação dos filhos (pelo menos até se formarem).

3º – Para preservação do patrimônio conquistado ao longo da vida (se isto for um objetivo).

4º – Para liquidação de “problemas” (dívidas, financiamentos, inventário, etc.).

Quando digo isto, alguns falam: “- Mas você vai querer deixar isto para o Ricardão? – Para ela se casar com outro, com o seu dinheiro?!”.

Minha resposta é óbvia e acho que de bom senso: “- Claro que sim! Se ela encontrar alguém para ajudar a criar meus filhos, quero que seja por opção e não por falta de opção.”

O fato é que com meus seguros de vida, tenho tranqüilidade para enrolar muito mais o cabo e ir sempre mais longe, pois vivo ou morto eu quero o melhor para minha família.

Forte né mesmo, mas você que ama sua familia, pense nisso.

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