2008: Viagem a Itacaré

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Viagem realizada em 2008 para Itacaré na Bahia. Sou capaz de afirmar que foi uma das melhores viagens que fizemos de moto, aconteceu muita coisa bacana e inesperada durante a viagem que rendeu histórias sensacionais e que nunca iremos esquecer.

No primeiro dia em Itacaré, Cabelo levantou cedo e foi buscar a Nara, Elisinha e a sogra dele em Ilhéis, aproveitamos para fazer um pequeno tour pela cidade e depois iríamos para praia, o Cabelo iria nos encontrar lá.

Descobrimos rapidamente que Itacaré era o paraíso mesmo, em todos os sentidos. Além do lugar ser maravilhoso não era obrigado o uso de capacete dentro da cidade, então, o que poderia ser melhor que andar de moto a beira-mar, sentindo a brisa batendo no rosto enquanto admirávamos a beleza da paisagem.

No primeiro dia de praia ficamos em Itacaré mesmo, na praia próximo ao flat que era ótima. Era baixa temporada então o movimento na cidade era pequeno e por conseqüência o atendimento era de primeira. O mais doido é que todo mundo queria vender tudo pra gente, andávamos na rua e parecíamos notas de dólares, a galera da cidade só via cifrão quando nos olhava…então tínhamos que ter cautela para não exagerar nos gastos, ainda mais porque havíamos acabado de chegar.

O mais chato é que na cidade não tinha 3G, então, o Cabelo não conseguiu mais enviar as fotos para o Flirck on-line, tentamos baixar as fotos em uma lan house mas eles não tinham leitor de cartão, então fiquei de mandar as fotos para o Cabelo atualizar tudo quando chegássemos em Belo Horizonte, sacanagem, estava muito massa olance de enviar tudo on-line.

  • Passeio em Itacarezinho

Resolvemos pegar as motos e ir até Itacarezinho, que é uma praia maravilhosa e fica antes da entrada da cidade, ainda na BR mas muito próximo de Itacaré.

Saímos eu, Tonnel, Marelo e Mona, cada um em uma moto e o Cabelo viria em seguida de moto e a Nara no carro com a turma. Tonnel puxou a fila e seguimos. Em um dado momento, como estava no meio do comboio vi que o Marelo foi ficando para trás, então reduzi para esperá-lo. Quando ele chegou perto perguntei o que era então ele me disse que ia ver se a policia rodoviária ia parar a gente (eu e Tonnel) por falta de capacete, senão parasse ele continuava, se parasse ele voltava para buscar…risos. E muito sacana né não…ia ver se a gente se fudia para depois ficar rindo…risos. O Tonnel vendo a gente parado voltou e decidimos voltar ao flat e pegar os capacetes. Encontramos com o Cabelo no meio do caminho, de moto, sem chinelo, sem camisa, sem capacete, ou seja, todo errado…avisamos mas ele decidiu seguir em frente.

Pegamos os capacetes e voltamos e de cara vimos a moto do Cabelo parada ao lado da guarita dos guardas, passamos tranquilos e ficamos imaginando o que tinha acontecido. Não o vimos em Itacarezinho, ele parou em uma praia antes dela.

Itacarezinho é maravilhoso, a chegada da praia e no alto, então de cara você para no mirante e admira a perfeição da natureza e a maravilhosa obra de Deus, vale a pena conhecer. Ficamos pouco tempo, chegamos tarde e as 17:00 hs eles começam a encerrar o atendimento.

Marelo e Mona tinham ido fazer uma caminhada e como precisávamos ir e eles não sabiam, peguei o trator do Tonnel (XT 660) e fui beira-mar encontrar os dois. Dei o recado e voltei. Na hora de sair da praia para onde ficam as mesas a areia era muito fofa e atolei a moto. Tonnel foi me ajudar e pediu para não acelerar, a moto estava sem paralama e sem querer acabei jogando area nele…risos. (A moto é pesada demais…que aperto e medo desse trem ficar agarrado…errei a mão feio no acelerador e joguei areia para tudo que e lado).

No retorno para Itacaré uma surpresa, o guarda já havia liberado a moto do Cabelo mas parou nos três. Pediu habilitação e documento das motos. Eu estava com tudo mas Tonnel e Marelo estavam sem os documentos das motos, então o guarda me liberou para ir buscar os mesmos e voltar para liberar meus amigos. (Quase fiquei junto porque estava de chinelo – dei sorte).

Peguei tudo e chamei o Cabelo para voltar comigo de carro, não queria arriscar. No caminho ele me contou que quando o guarda o viu na ida, fez sinal para parar. Ele pediu desculpa, disse que estava com a familia de carro e com a gente de moto, deixou a moto do posto da policia, curtiu a praia, foi direto no flat buscar capacete e roupas adequadas e voltou na policia para pegar a moto e a multa. Com Tonnel e Marelo não foi diferente, também tomaram uma multa básica e dessa vez somente eu escapei… risos.

  • Vontade de ganhar um abraço

Eu estava sozinho, com saudades da patroa e em um lugar muito maneiro, então durante o dia para destrair ficava brincando com a Mona e Marelo que eu estava carente e que precisa ganhar um abraço.

Saímos no dia para comer um rodizio de pizza e umas duas mesas a frente tinha duas meninas gatinhas, então fiquei zuando o Marelo e o Tonnel se eles pagavam meu rodizio caso eu conseguisse um abraço. Ficamos um tempão nessa até que eles toparam pagar sem que eu tivesse que pagar o rodizio deles caso não obtivesse sucesso em minha investida…risos. Tudo combinado e quando olho as meninas haviam pedido a conta e estavam indo embora…fiquei apenas na vontade de ir pedir o abraço.

Chegando de viagem contei a Ellen a história e aí ela me perguntou: “_ E se você tivesse ido lá e ganhado mais que um abraço?” Respondi todo sério: ” _Veja bem, estamos chegando no Natal, você quer ganhar um belo sapato e acaba ganhando o sapato que queria e um vestido, você não ficaria muito feliz?”.

Quase apanhei feio este dia… risos… que falta de senso de humor.

  • Passeio em Barra Grande

Queríamos andar de moto a beira mar e conhecer outros lugares, então, eu e Marelo que não estávamos com motos adequadas alugamos duas 125cc de trilha para irmos na Península de Maraú. A travessia inicial era de balsa e logo depois pegaríamos a estrada de terra já saindo da praia até Barra Grande.

Galera, quando colocamos as motos na estrada de terra, a areia era fofa, o que significa que as motos passaram a ter vida própria…risos. na primeira curva fui parar no meio do mato e um pouco mais a frente um dos carros que desceu da balsa junto com a gente estava atravessado na pista…era muito engraçado, não cair era quase impossível.

Não demorou muito e o Cabelo virou de pernas pra cima, sem saber porque…risos…em seguida Marelo ao assustar com o Cabelo caindo. Neste momento o Cabelo já resolveu voltar, e o Tonnel junto porque estava com o joelho bichado por causa de um tombo de moto.

Eu e Marelo resolvemos seguir, afinal, já tínhamos pago o aluguel das motocas o jeito agora era andar. Uns 6 quilômetros para frente acabou a estrada de areia e chegamos a terra firme, pegamos pela direita e seguimos sentido Barra Grande…era poeira e estrada ruim que não acabava mais.

Foi ficando tarde e por mais que a gente andasse não chegava em lugar nenhum, então, depois de um morro que era conhecido como morro do celular, resolvemos voltar. Avistamos Barra Grande de lá, mas infelizmente no outro dia eu tinha que pegar estrada e não tinha como dormir por lá senão Tonnel seguiria viagem sozinho.

Quando chegamos no ponto de travessia da balsa o camarada disse que iria demorar para ter balsa, e não tinha nem um buteco por perto, era só areia. Porém, o cara disse que era normal atravessar as motos de jangada, ficamos meio cabreiros e de repente me aparece um sujeito com a moto dentro de uma jangada vindo do outro lado…não pensamos duas vezes, colocamos as motocas numa jangada e seguimos em outra.

As motos ainda chegaram primeiro do outro lado e estavam paradinhas nos esperando, muito doido…risos.

Fomos devolver as motos e depois fui arrumar as malas para partir logo pela manhã. Pena que havia acabado porque estava bom demais…

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