A única certeza da viagem: os imprevistos !

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Quando planejo minhas viagens de moto, anoto os lugares legais que quero conhecer, procuro os melhores roteiros e me encanto com os relatos dos viajantes. Mas também presto atenção naquelas coisas que jamais pensaria e que certamente alguma delas acontecerá comigo, em alguma viagem, cedo ou tarde.

Claro que não estou sendo pessimista aqui e nem quero pensar em algum acidente mais ou menos grave, apesar de reconhecer que este é um risco inerente para quem pilota uma moto. Também não precisamos falar sobre se perder no caminho, pois é muito comum, assim como os policiais corruptos.

Lendo as histórias, vejo como pequenas coisas podem causar aborrecimentos ao longo do caminho.  Por outro lado, não seria uma aventura, sem os imprevistos e as soluções que obrigatoriamente temos que encontrar.

Vou relacionar algumas histórias que ouço e fatos que tenho colecionado:

(dispensarei as aspas para não ficar chato)

  • Na saída, em frente a minha casa, meu amigo na ansiedade de sair, deu ré em sua moto e bateu na minha, quebrando o encaixe da minha mala lateral !
  • Deu pane na caixa de fusível por conta de um curto-circuito no plug de entrada no meu GPS.
  • Nossa viagem era para ser compartilhada com duas pessoas, que só conhecíamos pela internet até então. Vou pular essa parte, porque só convivemos com eles por dois dias e não houve nenhuma relação de parceria nesse curto período.
  • Cheguei na fronteira apenas com a CNH.  Não consegui prosseguir viagem, pois tem que ser a identidade ou passaporte.
  • Não tinha o seguro carta verde e até conseguir, perdi um dia de viagem.
  • Depois descobri, quando precisei, que os funcionários da concessionária em Salta, roubaram as ferramentas originais de minha moto que ficavam guardadas sob o banco.
  • Enfrentamos ventos fortíssimos que lançaram a moto no chão.
  • Estava “parado” por uns dias em San Pedro de Atacama e resolvi ir até Calama, um pequeno passeio de 300 km. De camiseta e bermuda. Resultado: queimaduras de 2º grau e por incrível que pareça, peguei uma chuva de granizo em uma região que nunca chove.  Em tempo: não há onde se abrigar no deserto.
  • Enquanto conversávamos, descobrimos que o pneu dianteiro da moto do Paulo estava furado. Fomos a dois borracheiros e ninguém por aqui possui a chave para tirar a roda da moto.
  • Tivemos que pegar uns desvios por terra por conta de obras de recuperação do asfalto e os pneus eram lisos. Não preciso dizer o que aconteceu !
  • Comecei o dia quebrando a chave do alforje onde estavam as roupas da Rosane. O pior: o cotoco da chave ficou dentro do miolo da fechadura.
  • Quando tive um acidente fora do território brasileiro, descobri que minha apólice de seguro tinha cobertura somente dentro do Brasil.  Não havia a contratado a extensão de perímetro …
  • Quebrou os dois suportes de acrílico da bolha.
  • Quando recolocava as tralhas na moto, ao puxar a redinha de elástico para prender a bagagem, joguei a moto no chão. Moto parada é um perigo, cai à toa!
  • Fiquei com pena porque a almofada de gel que ela usava vazou em Corrientes e ela veio sentada no banco duro da moto por cerca de 350 quilometros.
  • O zíper da bolsa na garupa da minha moto abriu sozinha e cuspiu a máquina fotográfica novinha na estrada, e eu nem percebi.
  • Não fechei bem as mangas da jaqueta.  Entrou uma abelha dentro da jaqueta.  Quase cai da moto e o braço ficou inchado por 20 dias !
  • Nunca fica chateado quando a sua moto tombar com você, parado.  Ela vai tombar. Tomba com todo mundo.

Agora, a que merece destaque é a história do Lorenzo no Chaco argentino:  ele retirou o defletor de ar (aquela parte de acabamento do capacete que fica no queixo, para bloquear o vento).  Pois bem, pegou um passarinho que explodiu em seu peito e literalmente entrou de baixo para cima dentro de seu capacete ! Pena para cá, sangue para lá e parece engraçado, não fosse o fato do Lorenzo quase ter ficado cego !

Pois é. Tudo coisa simples e até meio bobo !

Mas acontece com todos nós.

(Fonte: site www.vivavivida.com.br)

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